A antiga linha ferroviária do
Tâmega vai acolher uma das mais longas ecopistas da região, com cerca de 42 km de extensão,
assim que se concluírem as obras de reconversão da via-férrea desativada entre
Amarante e Arco de Baúlhe, em Cabeceiras de Basto.
Atualmente já se encontra ativa a primeira fase deste
projeto que resultou numa ecopista com cerca de 10km de extensão entre a cidade de Amarante e a estação de Chapa, na linha separatória com Celorico de Basto.
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| Projeto final prevê 42 km de ecovia. Imagem: Paulo Alexandre Teixeira |
De acordo as duas autarquias
de Basto, as obras de adaptação e expansão da ecopista decorrem “a bom ritmo” numa operação que é cofinanciada por
fundos comunitários e que se insere na Rede Nacional de Ecopistas promovida pela
REFER.
Em Celorico de Basto o projeto ocupa 25km do canal da antiga linha férrea para usos desportivos e lúdicos, fruto de uma intervenção que irá regularizar e pavimentar a via e ainda recuperar o
património natural e arquitetónico que a rodeia.
A primeira intervenção, ao
longo de 20km da via entre a estação de Lourido e a linha de demarcação com Cabeceiras de Basto, está em vias de conclusão segundo o município celoricense.
Quanto aos restantes 5km, que ligam Lourido à ecopista de
Amarante, fonte do gabinete de comunicação daquela autarquia comunicou que a execução da obra só se
realizará depois de conhecidos mais pormenores sobre a construção da barragem
de Fridão, no rio Tâmega.
No concelho vizinho de Cabeceiras de Basto, o troço final,
com cerca de 6km de extensão, será recuperado de forma similar através de um
projeto avaliado em 850.600 euros.
Ecopista de Amarante é um ponto de encontro da região
Inaugurada oficialmente em finais de abril de 2010, a nova ecopista
de Amarante rapidamente se converteu num dos pontos de interesse mais
procurados do concelho. Ali, residentes e visitantes cruzam-se diariamente na
prática de diversas atividades desportivas, nomeadamente atletismo e ciclismo.
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| Ponto de encontro e de exercício. Imagem: Paulo Alexandre Teixeira |
O trajeto desenrola-se ao longo da antiga via ferroviária que atravessa algumas das paisagens mais emblemáticas da região, tendo
como pano de fundo a serra do Marão e a presença quase constante do rio Tâmega.
“Gosto de parar aqui e acolá e apreciar este quase-silêncio, onde só
se escuta o rio e os sons da floresta”, diz Victor Costa, empresário de
Amarante e utilizador assíduo da ecopista.
Um ávido desportista desde a sua juventude, o empresário explica que
encontrou na pista o lugar ideal para a prática de atletismo, em particular para
se preparar para provas de atletismo e BTT em que participa regularmente.
Por seu lado, Sérgio Magalhães e a sua esposa, Alice,
utilizadores quase diários da via, dizem que o que mais lhes agrada é o
sistema de iluminação instalado entre as estações de Amarante e Gatão, que lhes permite realizar passeios noturnos, a pé ou de bicicleta, longe
do perigo das estradas.
“Antes de a pista abrir, íamos de vez em quando para a n210,
entre Amarante e o Marco mas é uma estrada perigosa, especialmente à noite,
porque tem pouca iluminação e muitas curvas sem visibilidade”, explicaram.
O troço da estrada nacional N210 entre Amarante e o Marco de
Canaveses é um dos “segredos” mais bem guardados da região do Baixo Tâmega
que, até à inauguração da ecopista, era o circuito de eleição para ciclistas e
atletas da região.
O percurso, com cerca de 10km de extensão, serpenteia ao
longo das margens da albufeira da barragem do Torrão que, graças
à sua inclusão numa área de reserva natural e agrícola, foi poupado ao avanço, por vezes caótico, das zonas urbanizadas da região.
Próxima fase: recuperação das antigas estações
Entretanto a Câmara Municipal de Amarante, entidade gestora do primeiro troço da ecopista do Tâmega, lançou recentemente um concurso público para a adjudicação das obras de recuperação da antiga estação de Gatão, localizada a meio do percurso.
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| Estações vão ser recuperadas. Imagem: Paulo Alexandre Teixeira |
Após a intervenção, o conjunto de edifícios da estação irá albergar uma série de serviços e valências orientados para os
utilizadores da pista, nomeadamente casas de banho e um pequeno balneário.
A estação da Chapa, ainda em Amarante, também vai ser alvo de uma restauração
similar mas como se encontra ainda habitada, o município terá que esperar até
se concluir o processo de negociação com o atual residente.
A autarquia fez saber ainda que pretende
recuperar, para o mesmo efeito, os edifícios que constituem a estação da cidade Amarante mas explicou que esse processo está ainda nas mãos da REFER e de um
inquilino comercial daquele espaço.


























